Patologias

O que é ceratocone?

Ceratocone

Ceratocone é uma ectasia corneana não inflamatória e auto-limitada, caracterizada por um afinamento progressivo da porção central da córnea. À medida que a córnea vai se tornando afinada o paciente percebe uma baixa da acuidade visual, a qual pode ser moderada ou severa, dependendo da quantidade do tecido corneano afetado.

Muitas pessoas não percebem que tem ceratocone porque este se inicia insidiosamente como uma miopização e astigmatismo no olho. Esta patologia ocular pode evoluir rapidamente ou em outros casos levar anos para se desenvolver. Esta doença pode afetar severamente nossa forma de perceber o mundo, incluindo tarefas simples como dirigir, assistir TV ou ler um livro.

O ceratocone inicia-se geralmente na adolescência, em média por volta dos 16 anos de idade, embora tenha sido relatado casos de início aos 6 anos de idade. Raramente o ceratocone desenvolve-se após os 30 anos de idade. O ceratocone afeta homens e mulheres em igual proporção e em 90 % dos casos afeta ambos os olhos. Em geral a doença desenvolve-se assimetricamente: o diagnóstico da doença no segundo olho ocorre cerca de 5 anos após o diagnóstico no primeiro olho. A doença progride ativamente por 5 a 10 anos, e então pode estabilizar-se por muitos anos. Durante o estágio ativo as mudanças podem ser rápidas.

Em um estágio precoce da doença a perda de visão pode ser corrigida pelo uso de óculos; mais tarde o astigmatismo irregular requer correção óptica com o uso de lentes de contato rígidas. Lentes de contato rígidas promovem uma superfície de refração uniforme e, além disso, melhoram a visão.

O exame oftalmológico deve ser realizado anualmente ou mesmo mais freqüentemente para monitorar a progressão da doença.

Embora muitos pacientes possam continuar lendo e dirigindo, alguns sentirão que a qualidade de vida é adversamente afetada. Cerca de 20 % dos pacientes eventualmente irão necessitar de transplante corneano.

 

Conjuntivite

O que é conjuntivite?


Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. O branco do olho (esclera) é coberto por uma película fina chamada conjuntiva, que produz muco para cobrir e lubrificar o olho. Normalmente, possui pequenos vasos sangüíneos em seu interior, que podem ser vistos através de uma observação mais rigorosa. Quando a conjuntiva se irrita ou inflama, os vasos sangüíneos que a abastecem alargam-se e tornam-se muito mais proeminentes, causando então a vermelhidão do olho.

Em geral, acomete os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar seqüelas.

Causas

Quando a conjuntivite aparece depois do contato com um agente químico, ela é chamada de conjuntivite irritativa. Já aquele tipo causado por pó ou perfume recebe o nome de alérgica. As duas variações da doença provocam principalmente vermelhidão e coceira, e não são transmitidas por contato. Ela pode ser ainda viral ou bacteriana, em geral mais graves e podendo ser transmitidas por contato. As virais são as que mais freqüentemente são causas de epidemias.

A contaminação do olho com bactérias ou vírus, se dá por transmissão dos mesmos pelas mãos (por manipulação do olho), por toalhas, cosméticos (particularmente maquiagem para os olhos) ou uso prolongado de lentes de contato.

Os irritantes causadores de conjuntivite podem ser a poluição do ar, fumaça (cigarro), sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro, produtos de limpeza, etc.

Alguns indivíduos apresentam conjuntivite alérgica (sazonal), devido à alergia, principalmente a pólen e perfumes em spray.

Sintomas

Em geral, a conjuntivite se caracteriza por ardência e coceira na região ocular, com sensação de corpo estranho (areia ou de ciscos) nos olhos, bem como um irritante lacrimejar, olhos vermelhos e sensíveis principalmente à claridade, e pálpebras inchadas. No caso da conjuntivite infecciosa, os olhos doem, além de secretarem um insistente líquido amarelado. Este tipo é, sem dúvida, o que mais aflige.

Infecções bacterianas, com estafilococos ou estreptococos, deixam o olho vermelho, associado a um montante considerável de secreção purulenta (pus). Uma consulta imediata a um oftalmologista é aconselhada. Por outro lado, outras infecções bacterianas são crônicas e podem produzir pouca ou mesmo nenhuma supuração, exceto um pequeno endurecimento dos cílios pela manhã.

Alguns vírus produzem a típica irritação dos olhos, dores de garganta e corrimento nasal, devido a um pequeno resfriado. Outros podem infectar apenas os olhos. As conjuntivites virais produzem geralmente duram de uma a duas semanas.

Como Evitar

Para combater uma epidemia é importante que as pessoas com conjuntivite, bem como as que não apresentam a infecção, tenham algumas informações que são úteis para a sua proteção e para evitar o contágio.

Para prevenir a transmissão, enquanto estiver doente, tome as seguintes precauções:

• Lave com freqüência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microorganismos.
• Aumente a freqüência de troca de toalhas ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos.
• Não compartilhe toalhas de rosto.
• Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise.
• Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas e, ao usá-los não encoste o bico do frasco no olho.
• Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite, ou se estiver usando colírios ou pomadas.
• Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza.
• Evite coçar os olhos para diminuir a irritação.
• Evite aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes.
• Evite a exposição a agentes irritantes (fumaça) e/ou alérgenos (pólen) que podem causar a conjuntivite.

Para prevenir o contágio, tome as seguintes precauções:

• Não use maquiagem de outras pessoas (e nem empreste as suas).
• Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos.
• Não use medicamentos (pomadas, colírios) sem prescrição (ou que foram indicados para outra pessoa).
• Evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos.

Todos estes cuidados devem ser verificados por pelo menos 15 dias desde o início dos sintomas nos indivíduos contaminados, já que durante este período as pessoas com conjuntivite podem ainda apresentar contágio, evitando repassá-la para outras pessoas.

Tratamento

Na maioria dos casos de conjuntivite, os sintomas e a doença passam em 10 dias, sem que seja necessário qualquer tipo de tratamento. Medicações (pomadas ou colírios) podem ser recomendadas para acabar com a infecção, aliviar os sintomas da alergia e também diminuir o desconforto. Acima de tudo, não use medicamentos sem orientação médica. Alguns colírios são altamente contra-indicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.

Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos, sendo assim, cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença.

Se você sabe que tem alergia ou intolerância a algum produto químico, mantenha-se longe dele, durante e depois da crise.

Para melhorar os sintomas, lave os olhos e faça compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico.

E lembre-se: ao perceber alguma irritação, vermelhidão ou secreção anormal, procure imediatamente seu oftalmologista. Só ele pode indicar o melhor tratamento.

Sinais de alerta

Se ocorrer algum destes problemas, procure imediatamente seu médico:

• Alterações visuais.
• Dor ocular intensa.
• Dor ao movimentar os olhos.
• Febre.
• Não melhorar com a medicação.
• Secreção continua após o término da medicação.
• Aumento da sensibilidade à luz.

 

DMRI

O que é DMRI – Degeneração Macular Relacionada a Idade

DMRI é uma anormalidade degenerativa da mácula (região central da retina), e está associado a idade. É considerada uma das causas mais freqüentes de perda da visão central e afeta tanto a visão de longe como a de perto. A visão central fica prejudicada, mas não altera a visão periférica.

Os principais fatores de risco são: presença de casos na família, portadores de hipertensão arterial, obesidade, indivíduos com pele clara,fumantes e aqueles que se expões excessivamente aos raios solares.
    

A DMRI pode ser classificada em::

1) “seca”, também chamada atrófica : é a forma mais comum, de progressão lenta e caracteriza-se pela presença de manchas de “drusas” (pequenas manchas de cor clara e amarelada em redor da mácula).

2)“úmida”, também chamada exsudativa: acomete cerca de 15% dos indivíduos e caracteriza-se pelo surgimento de vasos sangüíneos anormais sob a retina, com hemorragias e acúmulo de líquido no local. A perda visual é de progressão rápida.

 

Os sintomas podem ser imperceptíveis nos estágios iniciais mas, nos mais avançados são: distorção central das imagens; presença de mancha escura ou área embaçada no centro da visão; distorção das linhas retas.

O que é toxoplasmose ocular ?

Toxoplasmose ocular

A toxoplasmose é uma das causas mais comuns de inflamação intra-ocular e é causada por um parasita protozoário que infecta um grande número de animais e que se acha bastante distribuído através do mundo.

    O indivíduo pode adquirir a doença através da ingestão de verduras mal lavadas, carnes de porco, boi, galinha, ovelha etc., mal cozidas. O mais comum é o indivíduo nascer com toxoplasmose, ou seja, possuir a forma congênita da doença (a forma adquirida é mais difícil de ocorrer).

    Quem apresenta  uma lesão ativa na retina que se alastra, pode, dependendo da extensão desta lesão e das estruturas oculares lesadas, apresentar uma diminuição importante da acuidade visual, chegando mesmo a ter uma visão impraticável. Se o indivíduo já possuir um organismo debilitado, se não apresentar boas condições nutricionais (como é o caso de muitos brasileiros), pior será o quadro ocular.

     Para evitar contrair a doença, deve-se evitar comer carne crua ou mal passada e deve-se lavar bem as verduras antes de comê-las.

    Com relação à toxoplasmose congênita, algumas considerações são importantes... Se uma gestante contrai a doença, existem 40% de chance de possibilidade de seu filho ser afetado. Todas as mulheres ao casar devem fazer um teste sorológico para toxoplasmose.

      A toxoplasmose causa uma coriorretinite (processo inflamatório da coróide e retina, que são estruturas oculares extremamente importantes). Esta inflamação ocular pode fazer com que o indivíduo, em um período variável de tempo, apresente uma visão somente de vultos ou pior.

    A doença pode seguir um curso benigno, localizado, porém, em alguns casos, a evolução ocorre de maneira mais complicada, podendo deixar seqüelas importantes. Complicações como atrofia do nervo óptico e o descolamento de retina podem ocorrer. É importante que o indivíduo procure o quanto antes o oftalmologista para que o tratamento e o acompanhamento sejam iniciados. Quando ocorre demora na procura do médico, as complicações já terão ocorrido e pouca coisa poderá ser feita.

      Sabe-se que a toxoplasmose é a causa mais comum de coriorretinite do mundo.

     Vários estudos têm demonstrado a prevalência  de toxoplasmose no Brasil, desde o Rio Grande do Sul até o Amapá.

   Como uma maneira  freqüente de transmissão da doença é através de terra contaminada com fezes de gato, uma  população que corre grande risco é aquela constituída por jardineiros, lavradores, enfim pessoas que lidam com o trabalho no campo. Estas devem estar atentas para qualquer perturbação da visão e, na dúvida, devem procurar auxílio médico.

 

Wil Costa

Glaucoma:

Publicado por: Xico Lopes Categoria: AgendaBrasilCiênciasDatas & AcontecimentosDicasInternacionalMedicina & VeterináriaSaúde & Bem EstarSociedade

Esta quinta-feira (6) foi o primeiro dia mundial de luta contra o glaucoma (confira site oficial). A data foi escolhida para marcar a batalha internacional contra uma doença que rouba silenciosamente a visão dos portadores. A iniciativa da Associação Mundial do Glaucoma e da Associação Mundial de Pacientes de Glaucoma pretende alertar as autoridades e a população do mundo sobre a incidência da doença e os procedimentos para evitar os danos definitivos para a visão.

Cerca de 90% dos casos descobertos da doença em países em desenvolvimento, como o Brasil, acontecem com pessoas que não tinham sentido sintomas e não percebiam alteração da visão. Por isso, o glaucoma foi batizado de “ladrão sorrateiro da visão”.

“A doença não tem sintomas e é progressiva. Muitas pessoas só descobrem que têm glaucoma quando a perda da visão já é irreversível”, afirma o oftalmologista Carlos Akira Omi, presidente da SBG (Sociedade Brasileira de Glaucoma).

Cegueira

O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Ele atinge cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo. A causa da doença é o aumento da pressão interna dos olhos, provocado pela deficiência na circulação do humor aquoso, o fluido que preenche o globo ocular. Se o problema não for tratado, o nervo óptico pode sofrer danos definitivos e perder a função de conduzir as informações visuais coletadas para o cérebro.

“É uma doença terrível e sem cura, mas os transtornos podem ser evitados através do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo”, diz o oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Mello, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Os médicos avisam que a única maneira de detectar e tratar a doença antes de os problemas aparecerem é através de visitas periódicas ao oftalmologista para que a pressão intra-ocular seja monitorada. Quanto antes for feito o diagnóstico, maiores são as chances de evitar a perda da visão.

Grupo de risco

A proposta do Dia Mundial do Glaucoma inclui encorajar todos aqueles que têm histórico da doença na família e mais de 40 anos a realizar os exames preventivos. O glaucoma é uma doença de caráter hereditário, e por isso em famílias de portadores de glaucoma há a necessidade de que todos façam os exames preventivos.

Há também grupos de risco (altos míopes, diabéticos, pacientes que tiveram trauma ocular etc). Todas as pessoas que façam parte de algum dos grupos devem realizar exames oftalmológicos com regularidade para controlar a pressão intra-ocular.

De acordo com o oftalmologista Carlos Akira Omi, o envelhecimento da população tem provocado o aumento do número de casos. “É uma doença que só vai aumentar se não fizermos nada, já que a expectativa de vida tem crescido”, diz.

Tratamento

Apesar de não ter cura, o glaucoma pode ser controlado com tratamento adequado e contínuo. O tratamento clínico inicial é feito com colírios que baixam a pressão intra-ocular. A grande maioria dos portadores se trata dessa forma eficaz contra a progressão da doença.

De acordo com a Abrag (Associação Brasileira dos Portadores de Glaucoma Seus Amigos e Familiares), a obediência ao horário e a forma correta da instilação do colírio melhoram o controle do glaucoma.

A terapia com laser é indicada quando o tratamento com o colírio não é capaz de conter os níveis elevados de pressão. O procedimento cirúrgico é a ultima opção de tratamento. As técnicas cirúrgicas para proteger os nervos da ação da pressão do humor aquoso estão em evolução. De acordo com Omi, métodos atuais incluem o implante de dispositivos dentro dos olhos para fazer a drenagem do líquido.

O glaucoma exige cuidados contínuos. “Aprendi que é uma doença que tem que ser vigiada 24h”, diz a professora Clarice Furquim Fruchi, 72. Ela descobriu a doença por acaso, depois de se dirigir ao médico para verificar uma infecção em uma das pálpebras.

Os exames apontaram que ela tinha perdido 90% da capacidade visual de um dos olhos sem perceber. Depois de realizar a cirurgia, a professora segue rigidamente o tratamento. “A luta é estar sempre supervisionando”, afirma.

Brasil

No Brasil, a iniciativa mundial se limita a fornecer informações para a imprensa sobre a doença. De acordo com a SBG, este é o início de uma campanha maior que será realizada 26 de maio, o Dia Nacional do Glaucoma, com postos de medição gratuita da pressão intra-ocular, em todo o território nacional.

“Nosso grande desafio para o futuro é informar a população e promover seu acesso aos exames diagnósticos e tratamentos adequados, evitando que tantas pessoas fiquem cegas”, afirma o presidente da SBG.

No Brasil, existem cerca de 1 milhão de portadores da doença e estima-se que existam 900 mil pessoas com o problema não descoberto.

As pessoas devem procurar os postos de saúde para realizar os exames oftalmológicos preliminares para a detecção da doença.

Leia mais: http://visaoglobal.org/2008/03/07/glaucoma-ladro-sorrateiro-da-viso/#ixzz1rvWXyrbW

Glaucoma de Pressão Normal (GPN)

É uma doença ainda pouco conhecida pela população geral e que pode levar a uma perda irreversível da visão.
Muitas pessoas ainda acham que glaucoma e pressão alta nos olhos são a mesma coisa e isso dificulta o diagnóstico precoce da doença.
O glaucoma pode levar meses e até anos para se desenvolver, sem apresentar qualquer alteração. Na maioria dos casos, a doença progride lentamente sem que o paciente note a perda gradual da visão periférica. Normalmente, a visão vai piorando das laterais para o centro do campo visual.
O diagnóstico do glaucoma de pressão normal (GPN) nem sempre é fácil
de ser feito, pois muitos pacientes, quando sabem que sua pressão dos olhos está normal, não se submetem aos demais exames investigativos solicitados pelo médico oftalmologista e as conseqüências (sinais, sintomas da doença) ocorrerão algum tempo depois. A perda de visão destes pacientes será irreversível, pois o glaucoma afeta o nervo óptico de maneira incurável. Se o diagnóstico for feito em tempo hábil, o médico oftalmologista pode iniciar o tratamento da doença e a visão do paciente pode manter-se normal o resto da vida, com o acompanhamento periódico no consultório.
Observamos muitos diagnósticos de glaucoma serem feitos somente após os 40 anos de idade, mas um dos motivos disto é que a maioria das pessoas consulta o médico oftalmologista quando sente dificuldade para ler de perto (presbiopia ou vista cansada) e esta faixa etária acaba sendo mais investigada.
Um exame básico e importante é o fundo-de-olho (fundoscopia), onde se observa um aumento na escavação no nervo óptico e o paciente pode estar sem sintomas. Se o paciente possui algum parente com história de pressão alta no olho ou glaucoma isto deve ser relatado ao médico, pois o fator genético mostra ser importante no diagnóstico de glaucoma. Outros fatores de risco incluem pressão sangüínea baixa (às vezes, só nas primeiras horas da manhã), doença auto-imune, anemia, arritmia cardíaca, etc. A apnéia do sono está obtendo atenção crescente como uma possível causa de GPN.
A medida da pressão intra-ocular é importante, porém ela deve ser medida em horários diferentes (curva de pressão) e ajustada de acordo com a espessura da córnea e este ajuste é feito através de um exame chamado paquimetria ultra-sônica.
O campo visual ou campimetria computadorizada pode não mostrar alterações importantes no início da doença e deve ser repetido periodicamente para sabermos se o tratamento está surtindo efeito.
O tratamento consiste em mantermos a pressão intra-ocular mais baixa, para proteger o nervo óptico do paciente, mesmo que esta pressão já esteja normal, pois se trata de uma forma de glaucoma diferente do glaucoma hipertensivo. Os procedimentos a laser e cirúrgicos são reservados aos casos em que o tratamento clínico não se mostra suficiente.

Dr Wil Costa

Classificação de Ceratocone

ceratocone-olhoConforme as medidas   ceratométricas, considerando o  meridiano mais curvo:

Incipiente (Grau I): até 47,00 D

Moderado (Grau II): acima de 47,00 D até 52,00 D

Avançado (Grau III): acima de 52,00 D até 60,00 D

Severo (Grau IV): acima 60,00 D

Estrabismo

estrabismo2Estrabismo

   O estrabismo é uma alteração da posição normal dos olhos, devido a diversos fatores(hereditários, traumáticos etc). Isto pode trazer muitos problemas na vida da criança. Sob o aspecto funcional, pode provocar diminuição da visão por falta de uso do olho desviado. A isto se denomina ambliopia ou, no modo popular, “olho preguiçoso”.

   Muitas vezes, o estrabismo está aliado a um erro de refração (miopia, hipermetropia, astigmatismo). Observamos sucesso no estímulo visual da criança até os quatro ou cinco anos, mas devemos procurar fazer com que a criança não chegue aos três anos de idade sem a correção adequada (óculos, por exemplo) de seus erros de refração.

   A criança estrábica enfrenta preconceitos no seu ambiente social(amigos, colegas de escola, parentes) e ganha apelidos devido à sua aparência. Devido a este motivo, a correção do estrabismo,neste caso, pode ser considerada tratamento funcional também (e não estético), já que interfere no processo de aprendizagem da criança.

Um dos tratamentos utilizados para melhorar a visão do olho amblíope ou “preguiçoso” é a oclusão do olho bom (tampão). A criança costuma queixar-se de ter que usar o olho mais fraco na vida diária, mas podemos ter excelentes resultados com este tratamento.O tratamento cirúrgico é reservado para os casos em que o tratamento clínico (óculos e tampão, por exemplo) não foi suficiente.Podem ser necessárias várias re-operações no decorrer do tratamento, ou seja, uma única cirurgia pode não ser suficiente para que se consiga a correção desejada.

 

Dr. Wil O. Costa
CRM 12132
Médico Oftalmologista
Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia
Membro da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria

O que é Glaucoma?
  • O que é Glaucoma?

O glaucoma é uma doença causada pela lesão do NERVO ÓPTICO relacionada a pressão ocular alta. Pode ser crônico ou agudo. Quando crônico é caracterizado pela perda da VISÃO PERIFÉRICA (visão que permite perceber objetos ao nosso redor), devido a lesão das fibras dos nervos que se originam na RETINA e formam o nervo óptico. O principal fator relacionado a esta lesão é a pressão interna do olho alta, porém existem outros fatores ainda em estudo. Quando agudo, se dá porque a pressão interna do olho torna-se extremamente alta e causa perda súbita e grave da visão (a média da pressão é 16 mmg porém varia entre 12 até 23 mmg sem no entanto causar problemas na maioria das pessoas).

  • Quais os sinais e sintomas do Glaucoma?


O glaucoma raramente apresenta sintomas. Os sinais da doença só vão surgir nos glaucomas agudos, quando o paciente sofre fortes DORES DE CABEÇA, FOTOFOBIA, enjôo e DOR OCULAR intensa.

  • Quais os exames necessários para diagnóstico do glaucoma?


Para o diagnóstico do glaucoma alguns EXAMES devem ser realizados, como: TONOMETRIA DE APLANAÇÃO (exame para a tomada da pressão intraocular), FUNDO DE OLHO (exame para avaliar se existe lesão do nervo óptico provocado pelo glaucoma), GONIOSCOPIA (exame para classificar o tipo de glaucoma) e CAMPO VISUAL (exame para avaliar se há perda do campo visual). O diagnóstico precoce do glaucoma só é feito em um exame oftalmológico de rotina e a medida anual da pressão intraocular é a forma mais sensata de se preservar a VISÃO.

  • A pressão alta dos olhos pode ser um indicativo de glaucoma?


Sim, um dos fatores de risco relacionados ao glaucoma é a pressão interna do OLHO alta. Entretanto este não é o único fator que contribui para a doença, pois algumas pessoas com pressão do olho alta nunca demonstrarão lesão por glaucoma. Somente com acompanhamento e verificando outros fatores como aparência do NERVO ÓPTICO e o exame de CAMPO DE VISÂO comparativo dará melhores informações.

  • Mesmo com a pressão ocular alta a visão pode continuar piorando?


Sim, o bom controle da pressão interna do olho retarda a lesão do glaucoma, porém já foi observado que ele pode continuar a piorar em algumas pessoas, demonstrando que outros fatores podem estar relacionados para sua piora (ver VISÃO).

  • O glaucoma deixa o paciente cego?


Sim, a perda progressiva do CAMPO DE VISÃO PERIFÉRICO pode causar grandes dificuldades para perceber objetos a sua volta (porém só ocorre com muitos anos de doença não controlada, geralmente). Já o glaucoma avançado pode acometer a VISÃO CENTRAL também (aquela que se usa para leitura), podendo chegar ao ponto de perda total da VISÃO.

  • A cegueira causada pelo glaucoma é reversível?


Não, como ela se dá pela lesão que ocorre em fibras de nervos que saem da RETINA para o NERVO ÓPTICO, não se tem ainda como recuperá-las.

  • O colírio usado para baixar a pressão ocular deve ser usado para sempre?


Sim, a pressão interna dos olhos é o único fator relacionado ao glaucoma que é possível de intervir, portanto é onde são investidos recursos para controle. Os COLÍRIOS são os meios até o momento mais seguros de manter o controle da pressão do olho e como já foi comprovado que o controle da pressão retarda a evolução do glaucoma é necessário o uso contínuo destes colírios para proteger o olho da lesão do glaucoma.

  • Quando a pressão ocular estiver normalizada a pessoa pode parar de usar os colírios?


Não, se são os COLÍRIOS que no caso estão mantendo a pressão controlada, parar seu uso causará novo desequilíbrio e aumento da pressão. Quando o controle não é alcançado com os colírios em terapia máxima a cirurgia para redução da pressão deve ser indicada.

  • Quando se opera o glaucoma o problema da pressão está resolvido?


Na maioria dos pacientes que são submetidos a CIRURGIA para redução da pressão interna do olho ocorre o equilíbrio da pressão em um nível seguro, não precisando mais do uso de COLÍRIOS. Por outro lado, alguns pacientes podem apresentar difícil controle mesmo após a cirurgia, necessitando novas cirurgias ou até manter os colírios.

  • Quando se opera o glaucoma a visão pode voltar?


A CIRURGIA tem apenas o objetivo de controle da pressão interna do olho, para evitar a rápida progressão da lesão do glaucoma. Portanto não melhora a VISÃO já afetada pela lesão do NERVO ÓPTICO, pelo glaucoma.

  • Ter familiares com glaucoma aumenta o risco de ter glaucoma?


Sim, um dos fatores de risco muito importante para ter o glaucoma é a história familiar. Porém não quer dizer que obrigatoriamente terá glaucoma quem tiver familiar glaucomatoso. O EXAME oftalmológico adequado, com um bom oftalmologista, é muito importante para o esclarecimento de dúvidas.

  • Quais as pessoas mais propensas a terem glaucoma?


De acordo com as estatísticas1% a 2% da população acima de 40 anos é portadora de algum tipo de glaucoma. Filhos de glaucomatosos precisam verificar com mais freqüência sua pressão intraocular. Deve se ter atenção a certos MEDICAMENTOS que podem provocar o aumento da pressão intraocular.