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Conheça os perigos de usar óculos de sol falsificados

Conheça os perigos de usar óculos de sol falsificados

De diferentes cores, estilos e formatos, os óculos escuros deixam de ser protetores para os olhos e passam a ser acessórios indispensáveis ao dia a dia.

Porém, o preço elevado das grandes marcas faz com que mulheres optem por comprar os mais baratos ou até mesmo os modelos semelhantes, mas totalmente fabricados de maneira indevida, o que ocasiona futuramente graves problemas oculares.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Óptica, dos 24 milhões de óculos de sol fabricados noBrasil, aproximadamente sete milhões são falsificados, ou seja, não são produzidos levando em conta lentes que barrem os raios ultravioletas.

Por isso, o uso constante desses acessórios leva a problemas incalculáveis aos olhos. “Os óculos sem fabricação contra os raios ultravioletas podem acarretar o surgimento da catarata”, explica o oftalmologista Otávio Fabille.

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Ao sair no sol usando óculos falsificados, a pupila dos olhos aumenta para captar maior quantidade de luz. Como esses acessórios são produzidos sem a lente com proteção contra os raios ultravioletas, a pessoa não estará protegida.

Sem a proteção, os raios solares penetraram com mais facilidade nos olhos, o que danifica a retina. “Assim como qualquer medicamento, o paciente deve ter prescrição médica. Com os óculos escuros também deve se ter essa mesma atitude, pois se não, a pessoa estará correndo riscos sem necessidade”, comenta o oftalmologista.

Os óculos escuros piratas também podem causar fortes dores de cabeça, desconforto e cansaço na visão.

Por isso, o barato pode sair bem mais caro quando o assunto envolve saúde. É importante visitar o médico para realizar exames e verificar qual tipo de lente é realmente indicada para você.

Dicas para escolher o melhor óculos escuro

Além de pedir sugestões para o seu oftalmologista sobre o tipo de acessório ideal para você, é importante verificar se o produto realmente há o certificado de qualidade.

Todas as lojas que vendem tanto os óculos escuro quanto os óculos normais devem ter o certificado de cada produto. Separar marcas que tenham procedência e seja reconhecida pelo seu médico também é fundamental. (Fonte: Dicas de Mulher)

 

Pesquisa realizada pela Abióptica – Associação Brasileira da Indústria Óptica, com dados oficias da Receita Federal, apontam que 90% dos óculos apreendidos em 2009 e 2010 são os chamados óculos solares, em um total de 10.420.006 de unidades.

De acordo com Bento Alcoforado, presidente da Abióptica, a associação, e parceria com diversos órgãos de controle e repressão trabalha forte para coibir a pirataria de óculos no Brasil. “O fator que mais preocupa nessas apreensões, além da falsificação e a tentativa de burlar o pagamento de impostos, são os riscos que estes produtos podem trazer à saúde de quem os usa”, comenta, esclarecendo que aproximadamente 35 milhões de óculos pirateados foram apreendidos no País desde 2005 e, destes, apenas 0,26% foram leiloadas por apresentarem qualidade satisfatória para seremrecolocadas no mercado.

Os óculos de sol são o segundo produto mais pirateado no País, fato que se agrava ainda mais por estarmos no início do verão. O Dr. Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier e conselheiro médico da Abióptica explica que o uso de óculos piratas pode causar muito mais problemas à visão do que permanecer com os olhos nus. “Por apresentarem apenas coloração escura nas lentes em função de uma tintura preta ou marrom, e por não passarem por nenhum processo de qualidade e proteção, nossa pupila estará naturalmente mais dilatada e, portanto, mais exposta diretamente aos raios nocivos à saúde ocular”, explica. “Isso aumenta significativamente a possibilidade do surgimento de doenças, das mais simples, como a catarata, podendo levar até mesmo à cegueira”.

O problema, portanto, vai muito além da sonegação de impostos. Trata-se mesmo de uma questão de saúde pública. A fiscalização incisiva da Receita Federal e a divulgação excessiva de campanhas de orientação aos consumidores são necessárias para a conscientização dos consumidores que ainda incentivam o comércio ilegal e indiscriminado de solares no Brasil.

Tudo isso se agrava ainda mais porque os óculos atualmente não são mais vistos pelos consumidores apenas como um equipamento voltado à saúde, mas, sim, como sinal de status, como elemento de moda e comportamento. “Nosso desafio é passar essa informação claramente aos usuários, que devem exigir, juntamente com seu padrão estético de preferência, também um padrão de qualidade na hora de adquirir um óculos solar”, finaliza Bento Alcoforado.

Verão lembra praia, calor, sol! Esta é a época em que os raios ultra-violeta têm maior incidência, o que faz aumentar a preocupação com proteção solar. Mas ao contrario do que muitos pensam, não é apenas a pele que precisa de proteção; os olhos também precisam ser poupados. Mesmo com varias campanhas desenvolvidas, muitas pessoas não tem consciência do perigo de usar óculos escuros sem proteção UV, alertam os oftamologistas.

Uma pesquisa realizada em Campinas, São Paulo, mostrou que menos de 1% das mil pessoas consultadas conhecia os riscos da radiação aos olhos e que mais de 50%dos óculos – escuros ou de grau – não contém proteção solar.

A radiação ultra-violeta facilita o surgimento de diversas doenças nos olhos, e a falta da película contra raios UVA e UVB nos óculos escuros pode agravar ainda mais esses problemas.Roberto Galvão Filho, oftalmologista do Instituto de Olhos do Recife (IOR) alerta para as doenças mais comuns que podem ser causadas ou agravadas pela incisão de raios UV nos olhos são a Degeneração Retiniana, uma alteração da retina que causa a perda da visão com o tempo; Pterígio, uma carnosidade que surge no canto do olho; e a popular Catarata.

A catarata é responsável por 50% dos casos de cegueira no planeta e a falta de proteção aumenta em 60% os riscos de contrair a doença. No Brasil há um aumento de 20% nos casos da doença. A destruição camada de ozônio é um fator que contribui para deixar esse problema ainda maior. A radiação UV é parcialmente filtrada na atmosfera pela camada, mas esta vem sendo reduzida numa proporção de 12% por década aumentando o perigo da exposição ao sol.

Galvão ainda explica que o uso de óculos escuros inadequados é um perigo por que na claridade a pupila diminui e no escuro se dilata um pouco, assim, quando alguém usa óculos escuros e se expõe ao sol, a pupila, ao invés de diminuir, o que contribui para protegê-la, aumenta de tamanho, ficando mais exposta aos raios nocivos do sol.

Com a proliferação do mercado informal, o uso de óculos de sol tornou-se acessível à maioria da população, mas a procedência e qualidade destes produtos são desconhecidas, não permitindo saber se o produto preenche os requisitos para proteger a visão de quem usa. A tonalidade das lentes também não possui relação com a proteção solar, o importante é ter a película, que não pode ser vista a olho nu.

Os especialistas garantem que o ideal é usar óculos escuros sim, mas desde que estes tenham a proteção. Além do selo do Inmetro que atestam a qualidade do produto, quase todas as grandes ópticas possuem um aparelho que mede o nível de proteção para raios ultra-violeta.

Um item essencial do verão é um bom par de óculos de sol para suportar toda aquela claridade do sol. Ainda no império romano, já havia referências ao uso de lentes coloridas para proteger os olhos. Nero, aquele que botou fogo em Roma, teria olhos muito claros e não conseguia ver bem a arena, usando para isso uma espécie de lâmina esverdeada. A cor das lentes acabou por ser sempre a verde até o século passado, mesmo após o modelo francês de hastes laterais- o pince-nez, pinça de nariz – ter sido adotado. Nos anos 60, os óculos de vidro foram substituídos pelo acrílico e pelo policarbonato.

Até a muito pouco tempo, ainda não havia muito a preocupação com esse perigo em especial. Os óculos escuros eram usados apenas para se enxergar melhor em ambientes com muita claridade, como ao ar livre, em aparelhos de bronzeamento artificial, de laser ou em tarefas arriscadas, como a soldagem. Usava-se muito também puramente para fins estéticos ou para disfarce, principalmente por celebridades ou profissionais que precisavam passar despercebidos, como detetives, espiões, já que os olhos são características humanas difíceis de esconder.

Embora haja óculos de sol com lentes de várias cores, como rosa, azul, roxo e amarelo, por exemplo, o ideal são as cores verdes, marrom, pretas e cinzas. Enquanto as primeiras reduzem apenas uma quantidade ínfima de luz, já que o seu objetivo é mais cosmético, as lentes feitas numa dessas quatro últimas cores garantem ao menos a absorção de 80% da luminosidade. Também é preciso ter em conta a qualidade do produto. Alguns modelos baratos que se encontram a venda em serviços não autorizados podem não ter a proteção contra os raios UVA, UVB e UVC. Quantidades excessivas de radiação ultravioleta podem causar uma série de doenças de forma temporária, como a ceratite – que causa dor, vermelhidão e lacrimejamento – ou permanente como a catarata ou o envelhecimento prematuro dos olhos.

Mas se engana quem pensa que é só no verão que se deve usar óculos escuros. Assim como o protetor solar, eles devem estar sempre à mão o ano todo e ser usados regularmente durante o dia, sempre que se estiver do lado de fora, exposto aos raios solares, pois o efeito da radiação UV é cumulativo. Os lugares que mais oferecem perigo de radiação são a praia, o mar e as montanhas, especialmente no período entre as 10 e as 14 horas.

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